Projetos "Passive House"
As edificações terão de se tornar eficientes por forma a responderem aos desafios ambientais das cada vez mais apertadas metas energéticas. Uma “Passive House” é um edifício energeticamente consciente, sendo projetado com métodos cientificamente comprovados (software para projeto, dimensionamento e cálculo energético – Passive House Planning Package (PHPP)). Comparando com um edifício normal uma edificação “Passive House” reduz os consumos de energia entre 75% a 90%, sendo esta a comprovação mais clara da sua eficácia energética. Contudo uma “Passive House” não se resume à eficiencia energética, uma “Passive House” é também sinónimo de conforto térmico durante todo o ano, de ar interior puro e de humidades controladas.
Projetos "nZEB" ("near Zero Energy Building") ou edifícios com necessidades quase nulas de energia)
Os edifícios têm impacto negativo no ambiente. Como meio de promover a redução destes impactos no ambiente a União Europeia tem imposto a todos os Estados Membros regras legais que reduzam a utilização de energia fóssil na climatização dos edifícios, sendo que atualmente a aplicação destas normas é obrigatória em Portugal. De uma forma simples o desempenho de edifícios “nZEB”, correspondem às classes A ou A+ definidas no atual sistema de certificação energética nacional. É interessante verificar que os conceitos “nZEB” e “Passive house” são próximos, contudo uma “Passive House” é sempre um edifício “nZEB” e o contrário já não é possível porque uma “Passive House” é mais eficiente, pois cumpre com requisitos energéticos mais elevados.
Projetos de correção térmica de edifícios existentes
Em Portugal nunca se deu grande importância ao isolamento térmico dos edifícios, na medida, em que culturalmente é normal considerar-se que o nosso clima não é frio e por isso não se investir demasiado em soluções térmicas para os edifícios. Mas, na verdade, a maior parte das edificações construídas têm problemas por resolver e isso nota-se facilmente porque a grande maioria das casas existentes no nosso país são bastante frias e húmidas e, por isso mesmo, energeticamente ineficientes, levando a grandes consumos de energia. Estes problemas deverão ser alvo de um diagnóstico correto e com implementação de soluções adequadas.
Consultoria térmica na fase de projeto
Os problemas térmicos se forem estudados e resolvidos na fase de projeto evitam construções ineficientes e desconfortáveis. Além disso, ao longo do tempo as construções que não previram estes problemas irão desenvolver e agravar patologias associadas às pontes térmicas. Vários estudos mostram que as pontes térmicas podem ser responsáveis por até 30% da perda de calor de uma casa, sendo responsáveis não só por grandes perdas de calor, mas também por aumentar os níveis de humidade interior e o risco de crescimento de mofo. Condições propícias ao desenvolvimento de alergénios que podem ter implicações significativas para a saúde. Por isso na fase de projeto é importante a inclusão de estratégias e soluções que minimizem ou anulem as deficiências térmicas.
Projetos de estanquidade ao ar
A estanquidade cria uma barreira física entre os agentes externos que podem criar patologias de construção, assim como a infiltração de água/humidade e a entrada de ar exterior para o interior de forma descontrolada. Para se conseguir um edifício estanque devem-se prever soluções construtivas para esse fim e objetivo. Esta hermeticidade é conseguida através da selagem contínua da envolvente do edifício por aplicação de materiais herméticos que podem ser, telas impermeabilizantes, rebocos/estuques, betão, painéis OSB e fitas de colagem, entre outros. Os edifícios estanques têm a vantagem de estarem livres de patologias, tais como, humidades, bolores e defeitos estruturais e beneficiam especialmente o conforto interior, o isolamento sonoro do exterior, além de reduzirem as suas exigências energéticas. De notar que, normalmente estes edifícios são equipados com um sistema de ventilação mecânica controlada com recuperação de calor (VMC) que faz todo o controlo de entrada e saída de ar na edificação, ajudando também na redução ou aumento de temperatura, ao mesmo tempo que filtra o ar, fornecendo ar puro no interior.
Realidade virtual
A realidade virtual (RV) pode ser definida como sendo um ambiente simulado e completamente diferente – gerado por intermédio de um computador – com cenas e objetos que parecem reais, fazendo com que os utilizadores se sintam inseridos nessa nova realidade e desligados do que os rodeia. Trata-se de um ambiente totalmente imersivo em que tudo o que vemos faz parte de uma realidade construída de forma artificial através de imagens, sons, etc. Esse ambiente é percebido através de óculos ou capacete de realidade virtual (“Head-Mounted Display” (HMD)). O HMD normalmente tapa a visão das redondezas ou da envolvência real para ajudar na experiência de imersão. A RV possibilita a visualização das futuras construções e a interação digital com os ambientes projetados, permitindo percorrer um edifício ou visualizar um produto à escala real, assim como alterar algumas características e verificar essas alterações em tempo real. Visualizar uma construção é uma experiência bastante eficaz para a aprovação ou correção de projetos, uma vez que se consegue experienciar a edificação e nesse momento verificar algo que deva ser reformulado de forma a ter-se uma edificação o mais desenvolvida possível e sem surpresas após a construção ou durante a fase de construção.